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Correções individualizadas de duas sentenças por mês, com disponibilização de modelos de resposta, material suplementar e vídeo-aulas explicativas sobre cada exercício.

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Correções individualizadas de segunda fase, além de material de apoio, modelos de resposta e vídeos de debate da cada questão.

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Acesso aos simulados diários de segunda fase (segunda a sexta), com respectivos materiais escritos e vídeos, também diários.

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Simulados de primeira fase com material escrito e vídeos. Acesso às questões dissertativas semanais e sentenças quinzenais, com modelos de resposta, material de apoio e vídeos.

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Correções individualizadas de duas sentenças/mês e uma dissertativa/semana. Material escrito complementar. Simulados de questões objetivas. Vídeo-aulas semanais envolvendo conteúdo de todas as fases.

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Opinião dos aprovados
JAYME POLACHINI NETO
Aprovado para Juiz do Trabalho (concurso nacional)

"A preparação para a prova oral com o Prof. Alexandre Piovesan foi fundamental para o meu desempenho no I Concurso Nacional da Magistratura do Trabalho.

Os simulados presenciais são muito próximos à realidade e os simulados virtuais propiciam um enfrentamento pormenorizado de temas fundamentais presentes no edital, de acordo com a profundidade exigida pela banca examinadora.

 A seleção específica do conteúdo a ser estudado gera a segurança necessária para que a arguição seja realizada com calma e tranquilidade.

Obrigado, Prof. Alexandre Piovesan."

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Opinião dos aprovados
CRISTÓVÃO MARTINS AMARAL
Aprovado para Juiz do Trabalho (concurso nacional)

"Comecei a admirar as matérias de Direito e Processo do Trabalho logo na faculdade. Então, fiz o exame da OAB nessa matéria e comecei a prestar concursos para a Magistratura do Trabalho e também para o MPT, carreiras que possuem o importante papel de promover a justiça social, o equilíbrio entre capital e trabalho, assegurando a dignidade humana ao trabalhador.

A prova da Magistratura tem quatro fases eliminatórias: objetiva, discursiva, sentença e oral, e uma fase classificatória, a prova de títulos.

Tive mais facilidade na fase objetiva, em que são cobradas principalmente legislação, súmulas e orientações jurisprudenciais, matérias que havia estudado para os concursos de Técnico e Analista Judiciário.

Para melhorar meu desempenho nas demais provas, estudei por livros e revistas da LTr, além de fazer vários cursos, que foram se complementando, entre os quais o excelente curso com o Dr. Alexandre Piovesan, professor de extrema competência, profissionalismo e comprometimento com os alunos.

Ao longo dos concursos, alguns amigos conseguiram passar e isso acabava me fazendo ver que era possível. Porém, cada pessoa tem o seu tempo. Basta continuar estudando, persistindo e encontrando uma forma de estudos que seja adequada a você, para que consiga alcançar seu sonho.

Como diria o escritor Fernando Sabino, “Façamos da interrupção um caminho novo... Da queda, um passo de dança... Do medo, uma escada... Do sonho, uma ponte... Da procura, um encontro!”.

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Opinião dos aprovados
WALACE HELENO
Aprovado em 3° lugar, Juiz do Trabalho (concurso nacional) e Professor Magistrar

"E DEPOIS DA TEMPESTADE...

Quando o meu amigo Alexandre Piovesan me convidou para fazer um depoimento sobre a minha trajetória nos concursos públicos para ingresso na carreira da Magistratura Federal do Trabalho fiquei receoso de ser prolixo, mas, ao mesmo tempo, muito feliz pela oportunidade de contar um pouco da minha história nessa árdua luta rumo à aprovação em um certame tão difícil e concorrido.

Após refletir a respeito, resolvi deixar o receio de lado e apenas concentrar na felicidade que terei se este depoimento, ainda que para alguns pareça enfadonho ou até mesmo presunçoso, puder servir de inspiração aos que também pretendem enveredar pelo mundo dos concursos públicos. Ou, ao menos, que seja alentador àqueles que ainda não acreditam que, apesar dos obstáculos e adversidades, é possível que algo que pareça inalcançável, por ser tão distante de nossa realidade, possa se concretizar em nossas vidas.

De início, adianto que assumirei a responsabilidade de omitir os nomes de algumas pessoas que fizeram parte significativa do meu percurso até o momento: a uma, porque não recebi autorização para a exposição de seus nomes; a duas, para não correr o risco de ser leviano e esquecer alguém de igual importância.

Pois bem! Vamos lá!

Meu nome é Walace Heleno Miranda de Alvarenga, tenho 31 anos de idade e sou natural de Ipatinga/MG (em que sempre morei), uma cidade de, aproximadamente, 260 mil habitantes, localizada no leste do Estado de Minas Gerais, há uns 220 Km da capital Belo Horizonte. Meus pais são oriundos da zona rural de municípios próximos e, buscando a melhoria de vida, vieram cedo para a “cidade grande”, onde se conheceram e se casaram. Minha mãe foi empregada doméstica e costureira, sendo que estudou apenas até a antiga 4ª série; mulher de muita fibra, garra e honestidade. Meu pai foi um pouco mais além nos estudos e conseguiu concluir a antiga 5ª série; igualmente, sempre foi um trabalhador assíduo, honesto e respeitado em todas as atividades que exerceu (pedreiro, marceneiro, apontador, dentre outras). Tivemos algumas privações, porém, em função de meus pais sempre trabalharem, jamais passamos fome. Não tínhamos uma vida de luxo e nossos raros passeios eram visitas aos meus avós maternos na “roça”. Fui conhecer o mar com quase 20 anos de idade, quando já cursava o 5º período da faculdade de Direito.

Até os 10 anos de idade morei em uma casa de dois pavimentos que ficava em uma região próxima ao centro da cidade conhecida como “Rua do Buraco”. O nome sugestivo derivou do fato de o local ser um aglomerado de casas que ficava em uma depressão contígua ao ribeirão que corta a cidade, o qual, em dias de fortes tempestades, transbordava e causava enchentes resultando em perdas de patrimônio e, até mesmo, das vidas de alguns moradores. Lembro-me das vezes em que a água começava a subir e meus pais, de imediato, colocavam os poucos móveis que tínhamos no andar de cima. Houve uma ocasião em que colocamos o fogão no meio da escada, porém, a água subiu tanto que o cobriu e faltou somente um degrau para alcançar o segundo andar (Que aperto!).

Depois de todas essas agruras, e muitas outras, houve a desapropriação pelo município e fomos indenizados. Com o dinheiro meus pais compraram um lote em um bairro próximo e construíram uma casa de 04 cômodos e 01 banheiro, onde morávamos meus pais, eu e minha irmã quase 09 anos mais nova. A cobertura foi feita com a hoje proibida telha de amianto; ou seja, tínhamos sauna gratuita no verão, e nos dias de chuvas fortes era difícil dormir com o barulho (isso quando não era o granizo que quebrava as telhas).

O lote se localiza em um morro enorme e bem íngreme (talvez a escolha de meus pais tenha sido por estratégia e pelo trauma das enchentes que enfrentaram na “Rua do Buraco”, vai saber!). Como não tínhamos carro, o jeito era descer e subir o morro a pé (raridade termos dinheiro para o ônibus) e, às vezes, empurrando as bicicletas, ora em um sol escaldante, ora enfrentando chuva, etc. Ou seja, ficamos livres das enchentes, mas vieram outros problemas.

O fato que descreverei a seguir é algo que já contei repetidas vezes para muitos amigos, colegas e conhecidos (o que, em geral, é motivo de risos), mas não canso de repeti-lo por tão marcante que foi em minha vida. Digamos que o meu primeiro contato com o Direito do Trabalho ocorreu quando eu tinha apenas 09 anos de idade (desde novo, eu ansiava por trabalhar e ter meu “dinheirinho”). No caminho da escola para casa havia um comércio que vendia pássaros, gaiolas, rações e acessórios para aves. Em um determinado dia, quando voltava das aulas, entrei naquele lugar e perguntei aos donos se precisavam de alguém para ajudá-los. Até hoje, não sei ao certo se eles se apiedaram daquele menino ou se viram uma oportunidade de explorar mão-de-obra barata. Apenas sei que, a partir daquele dia, terminada a aula eu ia para tal loja e lá ficava ajudando os donos com a limpeza, carregamento de produtos e no atendimento de clientes. Estava todo orgulhoso pelo meu primeiro “emprego”.

Certo dia, um dos donos pediu para que eu colocasse algumas gaiolas no carro dele que estava estacionado na rua. Pela tenra idade e inexperiência de vida, acabei me acidentando ao encostar a perna na descarga de uma motocicleta que havia acabado de estacionar atrás do carro. Foi uma dor lancinante e a cicatriz da queimadura é uma marca que carrego até hoje em minha perna. Porém, o mais marcante se deu ao final da primeira semana de trabalho, quando os meus “empregadores” foram me pagar pelo serviço até então prestado. Como pagamento, recebi a quantia de R$ 1,00 que, mesmo por se tratar do ano de 1996, não era um valor decente para compensar o trabalho de uma semana, ainda que apenas no expediente da tarde (sem considerar o fato de se tratar de uma criança de 09 anos, cujo trabalho já era vedado pela Constituição da República, diga-se de passagem).

Enfim, levei aquele “salário” para casa. Após receber algumas broncas de meus pais, minha mãe tomou as dores, tanto pela “esmola” recebida (nas palavras dela), quanto pela lesão que ficou pela queimadura. Ela pegou-me pelos braços, foi comigo àquele comércio e falou umas “poucas e boas” para os donos, cujos nomes não me recordo e não faço ideia de qual destino tomaram.

Apesar de não terem concluído o estudo formal e não contarem com uma boa situação financeira, meus pais sempre me incentivaram a estudar para “ser alguém na vida!”. Recordo que antes de iniciar os meus estudos minha mãe tirava as tardes para poder me ensinar a ler e escrever, de acordo com a alfabetização que ela possuía. Até hoje ela guarda um caderninho bem surrado em que me ensinou os primeiros traçados do alfabeto, dos números e de alguns desenhos.

Do pré-escolar à conclusão do ensino médio (1993/2004) sempre estudei em escolas públicas. Considerava-me um aluno esforçado no aprendizado, mas para a maioria dos professores eu era um dos “bagunceiros da sala” e em todas as reuniões de pais eram as corriqueiras reclamações: diziam que eu fazia as lições rapidamente, mas depois atrapalhava os outros alunos porque conversava muito!

 

Desde novo, eu tinha um sonho: queria estudar Direito e ser advogado. Na verdade, esse sonho foi incutido por meu pai, pois minha mãe sempre falava que, ainda quando grávida, ele já profetizava: “quando crescer, meu filho vai estudar e ser advogado!”. Talvez tenha se inspirado em um primo dele, de parte distante e abastada da família, que, até hoje, é um dos advogados e empresários mais notáveis e bem-sucedidos da nossa região e que foi muito importante em nossas vidas. Por causa disso, nunca pensei em fazer outro curso.

Ao final do ensino médio recebi da escola um diploma de honra ao mérito como melhor aluno concluinte que guardo com muito carinho, o que serviu como um importante estímulo para prosseguir nos estudos. Porém, por questões financeiras, não tinha perspectivas concretas de iniciar a faculdade em sequência. A mensalidade de uma faculdade particular era muito cara, e, mesmo que eventualmente eu conseguisse aprovação em uma faculdade pública, não havia possibilidade de meus pais me manterem sequer no início dos estudos, além de não existirem tantas facilidades de financiamentos estudantis como hoje.

Então, meu pai, que na época trabalhava em uma das empresas daquele primo rico, levou-me ao escritório de advocacia dele com o objetivo de me apresentar e pedir alguma ajuda: uma vaga de emprego em uma de suas empresas ou a possibilidade de uma bolsa de estudos, pois ele era reitor de um centro universitário da região. Naquele rápido encontro, meu pai disse-lhe sobre o meu sonho de cursar a faculdade de Direito e o proeminente advogado respondeu que eu retornasse ao seu escritório após prestar o vestibular.

Assim, fiz a matrícula, estudei e prestei as provas (que foram em dois dias de um final de semana). Quando publicou o resultado, fiquei surpreso e feliz pela aprovação em primeiro lugar para o curso de Direito. Diante disso, voltamos ao escritório do primo na esperança de conseguir um emprego que pudesse nos ajudar no pagamento das mensalidades.

A notícia de minha colocação no vestibular rendeu-me uma vaga como auxiliar naquele suntuoso escritório, onde comecei a trabalhar pouco antes do início das aulas. Ficava na recepção atendendo aos clientes que chegavam e ao telefone, anotava e repassava recados, servia café e água, além de fazer os serviços bancários todos os dias; depois de alguns anos, fui alçado a secretário do dono do escritório. Estava extremamente feliz, pois poderia cursar a faculdade vendo como era o cotidiano da advocacia.

Até então eu já havia trabalhado em muitas atividades (vendi picolé na rua; entreguei panfletos de propagandas em semáforos; fui garçom; ajudava meus pais em um pequeno comércio que tinham; dentre outras), mas, pelo fato de ser muito novo (17 anos) e não estar acostumado com toda aquela pompa, tive muita dificuldade no começo: não tinha roupas adequadas àquele ambiente; não sabia muito bem operar o computador, apesar de já ter feito um cursinho de informática; por querer mostrar serviço e garantir meu emprego, chamava até os estagiários de Doutor. Foi dureza!

Quando iniciaram as aulas fiquei completamente fascinado, pois dava o primeiro passo para que o meu sonho e de meu pai se tornasse realidade. Dediquei-me ao extremo em todas as matérias do curso! Trabalhava de segunda a sexta no escritório das 08 às 18 e, findo o expediente, ia direto para a faculdade em uma motocicleta que adquiri quando cursava o segundo semestre. Aproveitava os raros tempos livres no trabalho para estudar, bem como os finais de semana e, às vezes, após chegar em casa das aulas.

Trabalhei no escritório durante os cinco anos do curso e, apesar de não ter a oportunidade de lá fazer estágio, pois era empregado, quando sobrava algum tempo eu lia as cópias de peças processuais que ficavam no arquivo que eu tinha a tarefa de organizar. Além disso, contei com a solidariedade de alguns advogados que, diante de minha insistência, permitiam que eu fizesse algumas petições, o que eu realizava em casa, pois no trabalho realmente não era possível.

Durante o curso as matérias da área trabalhista não eram minhas favoritas, embora alcançasse boas notas. Minha predileção sempre foi Direito Civil e Processo Civil, disciplinas que eu estudava com muito gosto e que foram minha escolha para a segunda fase do exame de ordem, o qual prestei no último período da faculdade e logrei êxito já na primeira tentativa. 

Entretanto, a felicidade por me tornar advogado aos 22 anos de idade foi ofuscada por um fato muito triste, pois os dois últimos anos de faculdade foram extremamente difíceis para minha família. Meu pai adoeceu e, logo em seguida, descobriu que estava com um tumor no cérebro. Após uma longa cirurgia, ele conseguiu se recuperar, mas, depois de um ano, o tumor regressou e tivemos que iniciar o tratamento de rádio e quimioterapia. Apesar de muita luta, ele não resistiu e faleceu poucos dias após minha formatura. Essa perda é a causa de muita dor até os dias de hoje, principalmente por ele não ter visto a concretização do nosso sonho. Enfim, não nos é dado questionar os desígnios divinos!

O final de minha graduação coincidiu com a saída de um advogado do escritório que gerenciava a área cível, vaga que me foi ofertada pelo dono. Fiquei com medo de não corresponder às responsabilidades que o cargo exigia, mas decidi aceitar o desafio. Em seguida, comecei a cursar uma pós-graduação na capital (custeada pelo escritório) e, por quase um ano e meio, em todos os finais de semana eu e mais três colegas íamos para Belo Horizonte assistir às aulas.

Ainda nos tempos do curso de Direito despertei o interesse pelo magistério. Assim, um pouco mais de um ano de concluída a graduação, um colega advogado que trabalhava comigo, e sabia dessa minha vontade, indicou-me para substituí-lo em cursos técnicos em que lecionava. Adivinhem a disciplina? Direito do Trabalho (era o destino!). Passado algum tempo, no início de 2013 tive a honra de retornar à faculdade onde me formei como um dos primeiros egressos a se tornar professor daquela instituição, o que para mim significava mais um sonho realizado. Durante sete semestres consecutivos lecionei as disciplinas de Direito do Trabalho e Direito Processual Civil, o que aumentou minha afeição com a área trabalhista.

Nos anos da graduação vislumbrei uma remota possibilidade de algum dia prestar concurso para a carreira de Juiz, pois sempre achei a função social do cargo muito digna e bela, embora não cogitasse, de forma alguma, escolher a magistratura do trabalho. Durante o exercício da advocacia e do magistério retomei essa ideia, porém o trabalho como advogado exigia uma dedicação enorme, o que impedia a preparação para o concurso e, além disso, por razões financeiras eu não tinha condições de deixar o trabalho para dedicar-me exclusivamente a este objetivo. Teria que traçar um caminho alternativo!

Assim, a convite de um grande amigo de estudos, prestei o concurso para o cargo de Analista do Ministério Público de Minas Gerais. Fiz inscrição para a região que abrange a cidade onde moro, apesar de ser cadastro de reserva. Quando veio o resultado, mais uma grata surpresa: fui aprovado em primeiro lugar. Após nomeado, com muita relutância decidi deixar a advocacia e o escritório, onde, orgulhosamente, entrei como recepcionista e saí como sócio da sociedade de advogados. Ao primo rico de meu pai sempre ficará minha eterna gratidão pelas oportunidades que me proporcionou.

No final de 2013 tomei posse e entrei em exercício, agora em uma área totalmente diversa, pois as atribuições da Promotoria de minha lotação eram eminentemente criminais. Mais um novo desafio! Tive a sorte de ser recebido com muito carinho pelos colegas servidores e pelo Promotor de Justiça que sempre me dispensou um tratamento respeitoso e cortês, fato que, somado ao excelente profissional que é, fez-me nutrir por ele uma grande admiração.  

Pensei: agora no serviço público terei mais tempo para focar no concurso da magistratura! Ao todo, prestei 14 concursos para Juiz do Trabalho, tendo reprovado apenas uma vez na primeira fase. Logo no terceiro concurso que fiz, em 2014, fui aprovado na prova objetiva, na discursiva e, por pouco, não logrei aprovação na sentença. Com esse resultado rápido eu cometi o erro de subestimar a dificuldade do concurso e superestimar minha capacidade: como na época eu trabalhava na Promotoria à tarde e dava aulas na faculdade de manhã e de noite, meu tempo para o estudo ainda era limitado, o que me fez concluir que, como estava indo bem, logo viria a aprovação sem que eu precisasse deixar as aulas, pois era algo que me proporcionava grande satisfação. Ledo engano!

Segui prestando concursos, mas a aprovação não veio como esperava. As provas discursivas se tornaram meu calcanhar de Aquiles, sendo que, na maioria delas, eu não aprovava por pouquíssimos décimos.

No final de 2015, por sugestão de uma colega de concurso, atualmente Juíza do Trabalho em São Paulo, comecei a fazer acompanhamento de correções de questões discursivas e sentenças com o Alexandre Piovesan. Adaptei-me facilmente aos métodos utilizados por serem, ao meu ver, mais eficientes do que os que conhecia de outros cursos de correções que fiz. Porém, ainda pela escassez de tempo, não conseguia uma dedicação suficiente. Em função disso, e pela notícia da iminente unificação do concurso da magistratura trabalhista, decidi tomar uma dolorosa decisão: deixar as aulas na faculdade. No final do primeiro semestre de 2016 pedi demissão e, como tinha passado para a segunda fase do concurso do TRT 4, foquei totalmente nessa prova.

Agora sim eu tinha mais tempo! Estudava durante a semana quase todos os dias de manhã e à noite, e também nos finais de semana. Fiz várias correções com o Alexandre e tentava manter em dia a leitura dos excelentes materiais que ele enviava periodicamente. Fui para Porto Alegre com a sensação de estar muito bem preparado. Já estava experiente com as provas discursivas e sentenças dos concursos anteriores. Dessa vez daria certo!

As provas seriam no sábado e domingo, no período da tarde. Por ser muito ansioso, eu sempre tive a mania de chegar nos locais de provas não muito cedo, para não ouvir os comentários dos outros candidatos (o que me deixava com uma sensação de não ter estudado), e nem muito tarde, para não correr o risco de o portão fechar. Portanto, no sábado acordei cedo, arrumei o material que poderia consultar e conferi o cartão informativo que eu sempre imprimia e levava comigo para ter certeza do horário das provas.

Após o almoço, dirigi-me ao local de prova. Quando lá cheguei, percebi a ausência da movimentação habitual dos candidatos, o que me causou certa estranheza. Apertei o passo e qual não foi minha surpresa ao ver que o portão havia acabado de fechar. Como aquilo era possível? Eu tinha lido no cartão que fecharia 30 minutos antes do início da prova, como era de praxe. Ao verificar o cartão novamente, percebi o meu grave equívoco: o fechamento dos portões, dessa vez, seria 1 hora antes.

Até hoje não sei explicar o que aconteceu. Ao perceber o ocorrido, fiquei desolado e sem chão, chorei, considerei-me extremamente imbecil pelo erro imperdoável e passei a questionar se aquilo realmente era para mim. Naquele momento acreditei ser um sinal que não era!

Ao chegar em casa, triste por ter desperdiçado uma grande chance, ainda aguardava o resultado da segunda fase do concurso do TRT 2. Um fio de esperança se acendeu novamente, mas logo se apagou com mais uma reprovação. Pronto! Acabou! Não haveria mais concursos regionais! O concurso agora seria nacional unificado, mas não se tinha a certeza de quando! Passei a me questionar: eu deixei as conquistas da advocacia e do magistério superior para a realização de mais um sonho em minha vida, mas dessa vez não conseguirei?

Pensei sinceramente em desistir, e naquele resto do ano de 2016 não consegui estudar com proveito. Apesar disso, prossegui com o Alexandre nas correções buscando forças para continuar a preparação, mas era difícil manter o foco. Quando começou o ano de 2017, as notícias acerca do concurso nacional foram se tornando mais concretas. Respirei fundo e decidi dar a última cartada.

Em junho o edital foi publicado com a prova objetiva designada para outubro. Retomei os estudos e perseverei na preparação. Aprovado na primeira fase, fui para Brasília fazer a prova discursiva e a sentença em dezembro, no mesmo final de semana. Ao começar a prova do sábado, conferi o caderno de prova e fiz uma leitura rápida das 10 questões, como era de costume, para verificar o nível de exigência. Fui respondendo na sequência e sempre consultava o tempo ainda faltante. Estava indo bem!

Quando cheguei na antepenúltima questão, apesar de o tema ser algo inusitado sobre direitos reais, lembrei onde ele se encontrava no Código Civil, o que serviria como norte para a resolução. Ao abrir o Código, entrei em pânico ao perceber que faltavam as páginas que abrangiam os artigos que disciplinam o tema da questão. Poucos dias antes das provas eu comprei um Vade Mecum atualizado no 2º semestre de 2017, exclusivamente para essa fase do concurso. Deveria ter conferido cada página do Vade Mecum ao recebê-lo? Talvez sim, mas nunca tinha feito isso e desconheço quem o faça! Veio-me, então, a certeza que realmente isso não era para mim! Revivi o trauma de Porto Alegre!

A vontade era de levantar, entregar a prova e ir embora imediatamente. Porém, pensei que seria covardia de minha parte ter lutado e me preparado tanto e desistir bem ali, no campo de batalha. Tentei retomar a concentração e resolvi as demais questões, embora a parte psicológica já estivesse comprometida. Ao final, voltei na fatídica questão e a respondi pelo que eu conseguia me recordar.

No dia seguinte, cheguei para a prova de sentença totalmente desanimado. Acreditava que não lograria aprovação na prova do dia anterior, mas, por questão de brio, enfrentei aquela enorme sentença. Gastei todas as cinco horas para a resolução tentando pensar positivamente que, caso não aprovasse, serviria, ao menos, como mais uma experiência. Como sempre foi comum, saí com a sensação de não ter ido muito bem e, com o terrível episódio de sábado, não estava tão confiante no êxito. 

Quando iniciou o ano de 2018 pensei em fazer concursos em outras áreas, mas, por influência de um amigo, decidi acompanhá-lo nos concursos para Analista Judiciário de TRT’s (caso conseguisse alguma aprovação, pelo menos estaria na área que almejava e poderia ter ânimo para ainda perseguir o sonho da magistratura do trabalho). Embora não estudasse há muito tempo para Analista, fui aprovado nos concursos do TRT 6 (Pernambuco) e 2 (São Paulo).

Vieram os resultados do concurso nacional e, surpreendentemente, minha aprovação nas provas discursiva e sentença. Agora era a fase de inscrição definitiva: providenciei toda a documentação e exames médicos exigidos e fui à Brasília para os exames presenciais. Inscrição deferida! Enfim, estava na prova oral, última fase eliminatória do concurso. Agora era tudo ou nada!

Tirei férias no trabalho e fiquei quase dois meses em dedicação exclusiva para essa fase. Fiz cursos de simulados presenciais e por Skype com o Alexandre, bem como treinava com alguns colegas que também fariam a prova. Minha arguição foi no dia 04/10/2018 e contei com o auxílio do Alexandre na preparação das 24 horas, além de outros amigos, pessoalmente e por via remota, o que foi imprescindível. O resultado foi divulgado um mês após minha arguição e, diante de muita tensão na sessão de divulgação das notas que acompanhei pela internet, recebi a notícia da minha aprovação. Depois da fase de títulos houve a publicação do resultado final e fui agraciado com a terceira colocação geral no concurso.

Não tenho dúvidas de que a aprovação foi o somatório de muita dedicação, esforço, resiliência diante das reprovações anteriores e perseverança para a conquista desse sonho. Quando me propus esse desafio, eu tinha a plena consciência de que não seria fácil, mas acreditava que também não era impossível, apesar de minha crença ter sido testada inúmeras vezes. Cabe a mim, daqui em diante, trabalhar incessantemente para ser um bom profissional, agora como Juiz do Trabalho, esforçando-me sempre para ministrar justiça com discernimento nas causas que apreciarei.

Diante de tudo isso, hoje tenho a obrigação de dizer que, após as provações ocorridas em minha vida e de minha família, estou muito mais crente no preceito contido no evangelho de que não existe bonança se não houver o enfrentamento de tempestades, e tempestades não faltaram nesse longo percurso."

 

 

 

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Opinião dos aprovados
MARCYLENA TINOCO
Aprovada para Juíza do Trabalho (concurso nacional)

"Desde que me formei (2004) nunca quis exercer a advocacia, mesmo assim trabalhei por 15 anos. Meu objetivo sempre foi fazer concurso público. No entanto, não tinha dinheiro para isso. Tinha que trabalhar para me sustentar (saí cedo de casa- fiz faculdade em Campos dos Goytacazes/RJ -  tudo bem, sei que não é uma cidade grande .....rsrs, mas para quem vem da zona rural de Itaperuna/RJ , filha de um trabalhador rural e uma professora já é um avanço.).

 

Não dava para estudar, então, juntei dinheiro para um dia realizar o meu sonho. Passei dez anos juntando dinheiro (OBS: para quem vive da advocacia sabe que não dá para juntar muito. Advogado sofre). Em meado de 2012, tomei a decisão de priorizar o estudo (meu marido foi o grande incentivador desta caminhada).

 

No início estudava para analista e técnico judiciário, sem nenhuma pretensão para a magistratura. Não acreditava que poderia ser juíza. Não tinha capacidade. Era muito distante. Queria só sair da advocacia, já estava cansada. Porém, não gostava de informática e matemática. Resultado: acertava muito na parte das específicas e ZERO nessas matérias chatas.

 

Foi aí que meu marido, em 2013, disse que era para eu pensar  onde queria estar daqui a 5 anos. Que não adiantava eu estudar para analista porque não estudava as matérias periféricas. Me obrigou a fazer uma prova de juiz do trabalho e, para a minha surpresa, fui razoavelmente bem na parte específica. Ascendeu a chama. Vi que era possível. Mas ainda não acreditava muito. Comecei a fazer curso preparatório para Magistratura do Trabalho do Metta em 03/2013 ( até hoje tenho as pastas de empresarial, penal e direito do trabalho- consulta obrigatória na prova objetiva).

 

Levei a coisa meio na corda bamba...nem lá nem cá, sem muito compromisso. Tudo era motivo para não estudar- aniversários, problemas da família, dos amigos... meio que tomava conta da vida de todo mundo, só não sentava a bunda na cadeira para estudar..rsrs.

 

A partir de 06/2013, fiz uma incursão interna. Lembrei das palavras do meu marido “onde você quer estar daqui a 5 anos”. Falei para mim mesma que era possível, que seria difícil, mas estava disposta a fazer o sacrifício para ter uma vida melhor e, principalmente, ser feliz naquilo que se faz (acreditem,  o que te faz continuar na caminhada não é o dinheiro, é a vocação).

 

Comecei a estudar pra valer. Estudava em média 8 horas por dia, de segunda a sábado. Aos domingos fazia faxina em casa. Não comprava nada. Fazia minha própria unha. Minha sogra passou fazer luzes no meu cabelo ( nunca tive tanto cabelo branco...rsrs), só o cortava de 6 em 6 meses. Não saía para nada (shopping, academia, qualquer tipo de lazer - talvez aqui tenha sido o meu maior erro- não descomprimir).

 

Durante esses 5 anos, houve vários (isso é normal) momentos de tristeza, desânimo, angustia, sensação de que o tempo está passando e você o vendo passar, incerteza sobre a escolha feita; a sensação desesperadora de não ter mais dinheiro (sim, o dinheiro acaba), de estar perdida e o de ter que se achar novamente, de cair e levantar ( quanto mais perto da aprovação, mais difícil é superar a derrota). Perder faz parte do processo, faz você crescer e voltar mais forte, mais preparado. O recomeçar, amigos, é a parte mais difícil.

 

O choro faz parte do caminho. Chorei diversas vezes debruçada sobre o VadeMecum da Rideel ( perder na segunda fase e na sentença e retornar o estudo de primeira fase é desesperador. A sensação é de que você nadou, nadou, nadou e morreu na praia).

 

Uma última palavra: ninguém passa sozinho.

O passar no concurso da magistratura é coletivo, embora o estudar seja solitário. Nesse projeto, o estudar deve ser conversado com os seus familiares, porque eles precisão compreender a sua ausência mesmo estando presente ( sem a compreensão do meu marido eu não seria juíza. Digo a ele que “nós passamos” e não que “eu passei”).

 

Os amigos que você vai criando no caminho são de extrema importância (só eles sabem o que passa na sua cabeça. Agradeço muito a Poliana, Ronilda, Vanessa e Eduardo). Os professores são os guias, te indicam o caminho (Minha eterna gratidão a Amanda Diniz e a Alexandre Piovesan) . E por fim, e mais importante, confie em Deus, porque é ele quem te carrega quando você já não consegue mais caminhar.

 

Passo a relatar como estudei para as fases do concurso ( cada um tem que achar o seu jeito, o melhor método é o seu).

 

Primeira fase: Nunca perdi em nenhuma prova objetiva que fiz. Passei em todas desde o primeiro concurso no Rio em 2013. Como? Treinando. Peguei as provas anteriores e as fazia com o tempo cronometrado. Não fiz curso de primeira fase. Criei o meu método. Não tem segredo: letra de lei e leitura das OJ e Súmulas. Saía o edital, eu fazia um cronograma com todas as matérias ( nessa fase chegava a estudar 10 horas por dia, de segunda a segunda). Elaborava o cronograma de acordo com o edital. Direito e Processo do Trabalho estudava pelo livro de Súmulas Comentadas do Élisson Miessa e Henrique (aquele enorme), matava dois coelhos com uma cajadada só- lia a súmula e OJ e um pouco de doutrina. CLT, e todas as leis que tratam de trabalhadores especiais (portuário, doméstico, etc), CPC, CC, CP , Internacional , empresarial, previdenciário( 8212 e 8213) só lia a letra seca da lei. Deixava a última semana para Constitucional ( sim, lia toda a Constituição) e revisão das súmulas. Não pode ter preguiça. Tem que ler a lei de S/A, Falência, Todas as Convenções fundamentais da OIT, Convenção de Viena sobre relações diplomáticas e sobre tratados.

 

Segunda fase: Na segunda fase, ao contrário da primeira, custei a passar (obter o tão sonhado 6). Fiz em média 7 concursos até passar na segunda fase. Depois que ultrapassei a segunda fase, não perdi mais. É uma escada. Cada degrau tem sua dificuldade. Aqui, também é treino. Tem que saber sintetizar o conteúdo (isso não é fácil), mas os professores ajudam muito nesta etapa, ou seja, do que falta para a resposta ficar completa. Eu só melhorei na segunda fase, quando a tornei parte do meu estudo( não só no período de prova) . Passei a fazer curso regular do professor Alexandre Piovesan. No período de prova, fazia o intensivo.

 

Terceira fase: Vida de concurseiro não é fácil. Depois de apanhar na segunda fase, custei a passar na terceira. Fiz três sentenças e nas três perdi ( TRT1.2015, TRT1.2016 e TRT4.2016). Aí você me pergunta por que? Ansiedade e nervosismo. Li o que não estava escrito (olha que meu marido sempre repetia...leia a pergunta..rsr). Consequência: comprometia a minha prova inteira. Nessa fase, o emocional influencia muito. Tem que ter calma para ler. Não ficar afobado, desesperado porque tem 99 páginas para ler em 04 horas (Rio de 2016). Perder na sentença pela segunda vez seguida no Rio foi violento. Fiquei bem mal. Custei a me reerguer. Não queria sequer fazer a prova do TRT 4. Mais uma vez ,meu marido me fez prosseguir. Quando me deparei com a sentença do nacional, pensei: misto da sentença do Rio e a do TRT4 (RS), as duas em que perdera. Bom, enfrentei o trauma. Não levantei durante as 5 horas de prova, não bebi água e nem comi. Foi pesado. Mas valeu à pena. Saí da prova feliz ( sabia que se passasse da segunda, passaria na sentença). Sentença é treino. Não subestime isso. Tem que treinar. Fiz vários cursos de sentença, mas dois fizeram a diferença: Amanda Diniz e Alexandre Piovesan.

 

Quarta fase: surpresa!!! Você está na oral. E agora? Manter o equilíbrio emocional é o mais importante. Fazer simulados por Skype e preparatórios específicos (Metta, Promagis, Ajutra, CEI, Alexandre Piovesan e Cleber) foi fundamental ( fiquei mais nervosa neles do que na prova). Treinei muito em casa. Colocava o meu marido na sala, sentado no sofá, com a mesa no meio. Me vestia com a roupa da prova e pedia para ele fazer perguntas para mim (ouvir crítica de marido é a pior coisa do mundo..rsrs, mas valeu a pena- ninguém te conhece como ele). Além disso, quando  estudava os pontos do edital, falava em voz alta o que acabara de ler e explicava pra mim mesma. Assim, fui aprendendo a falar juridicamente e a desenvolver o raciocínio. As 24 horas é coisa de outro mundo (experiência única que não quero mais repetir). Você estuda enlouquecidamente, não tem fome nem sono. Entra, literalmente, num transe. Levei dois anjos (Vanessa e Eduardo), meu marido e uma boa energia dos meus professores (Alexandre e Amanda). Eles foram fundamentais na minha aprovação. Não conseguiria sem eles. Obrigada.

 

Amigos, em resumo, passar no concurso da magistratura é ter disciplina, confiança e resiliência. Desistir é mais fácil do que continuar. Você só precisa passar uma vez."

 

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Opinião dos aprovados
SAULO CAETANO COELHO
Aprovado para Juiz do Trabalho (concurso nacional)

“Depois de enfrentar a resistência interna em escrever meu próprio depoimento, resolvi superar esse receio para contar um pouco da minha história e da minha preparação.

O Direito começou em um segundo capítulo na minha vida profissional. O primeiro se iniciou com a Engenharia. Graduei em Engenharia de Computação em 2006 e trabalhei por aproximadamente dois anos nessa área. Depois, em 2008, fiz especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho e comecei a conciliar minha então atividade de Operador de Redes de uma empresa pública com a de Perito Judicial da Justiça do Trabalho. Em meio às perícias que realizava à época, fui me aproximando cada vez mais da área jurídica. Foi então que, ainda em 2008, comecei a cursar Direito. Ao fim do primeiro período do curso, assumi o cargo de Assistente Legislativo da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, referente a um concurso que havia feito ainda em 2006, durante a graduação em Engenharia (cargo que ainda exerço). Como já tinha contato com a área trabalhista, o meu foco foi, desde o início, o concurso da Magistratura do Trabalho, embora achasse que isso era sonhar alto demais. Condensei o curso de Direito em três anos e meio (o que não recomendo. Era muito corrido pra mim, pois estudava pela manhã e à noite e trabalhava à tarde). Devido a isso, parei de fazer perícias. Em 2012, já formado, resolvi abrir um escritório com um amigo para advogar, mas durou apenas um ano, quando resolvemos parar para seguir a vida de concurso. Embora em 2012 eu já tivesse feito uma prova para o concurso da Magistratura (TRT 2), eu não havia estudado nada. Fui só pra ver como era. Foi em 2013 que efetivamente vesti a camisa de candidato ao cargo de Juiz do Trabalho. A partir de então comecei a fazer praticamente todas as provas Brasil afora. No início é muito importante ter uma base bem sólida das chamadas “matérias eixo” do concurso (Trabalho, Processo do Trabalho, Civil, Processo Civil, Administrativo e Constitucional). Quando essa base estiver bem sedimentada, não há como escapar daquelas matérias ditas secundárias (Empresarial, Internacional, Penal, Previdenciário…), mas, que, sem elas, a aprovação na primeira fase é muito difícil. Junto com esse estudo mais teórico e doutrinário eu conciliava o estudo de lei seca. Como ainda precisaria dos três anos de prática jurídica, eu também fazia concursos para AJAJ e OJAF, tornando esse estudo de lei seca essencial. Fui aprovado em alguns concursos de analista, mas nunca fui chamado em nenhum deles (por um lado foi bom, pois talvez eu encerrasse minha carreira de concursos caso fosse nomeado). Em 2014 fui aprovado na primeira fase do concurso do TRT23 e foi quando tive a sensação de que passar em um concurso tão concorrido e tão sonhado era possível, mas acabei ficando na segunda fase, com a nota 4,6. A partir de então, comecei a lograr êxito nas primeiras fases, mas sempre ficava na discursiva. Comecei a fazer um curso de discursivas e de sentença com o professor e amigo @clebersales e foi aí que comecei a me inteirar mais do tipo de abordagem da prova. Junto a isso, e a convite da grande amiga @jumontalvaooo, entrei para um grupo de correção de questões discursivas e de sentença, formado só por candidatos. Nós respondíamos as questões da rodada semanal e fazíamos rodízio para a correção uns dos outros. Foi bastante produtivo para mim e cresci muito nessa época. Sou muito grato a todos eles (hoje, grandes amigos. Alguns deles de concurso, inclusive!!). Fui percebendo que a prova discursiva era o meu ponto fraco. A abrangência da prova é muito grande e a abordagem dos temas é muito aprofundada. Eu reprovei muito em segunda fase, muito mesmo (parei de contar com o tempo...rs). Em 2015, finalmente consegui ser aprovado na segunda fase do concurso do TRT8, mas fiquei na sentença. Voltei a reprovar em algumas segundas fases. Tornei a fazer acompanhamento voltado para essa fase, agora com o professor @fabianocoelhodesouza. Essa preparação foi essencial para eu ter uma visão jurisprudencial atualizada acerca dos temas trabalhistas em destaque no cenário atual. No Concurso Unificado, ao ficar sabendo que tinha passado na primeira fase, não me animei tanto porque achei que seria mais uma segunda fase de reprovação. Ao ver a prova então, quase não voltei no dia seguinte para fazer a sentença. Por falar nisso, como muitos concursos condensavam a realização da prova discursiva e de sentença no mesmo fim de semana, o treino de sentença era imprescindível. Lembro que demorei uma semana para terminar minha primeira sentença (e era difícil entender o que estava escrito, pela quantidade de rasura...rs). Cheguei a pensar que era impossível terminar no tempo da prova. Insisti nos treinos e as próximas levaram dois dias para serem concluídas (otimização de tempo considerável...rs). Após, “apenas” 8 horas. Depois, comecei a concluir perto do tempo da prova e, a partir de então, tive que manter os treinos para não perder o ritmo. Mas, sentença não tem muitas opções: aprende a fazer fazendo. O corpo precisa se acostumar com a escrita rápida e com a forma do texto. Então, é fazer sentença até dar calo no dedo. Eu fazia pelo menos uma ou duas por semana. Neste concurso, quando me perguntavam como eu tinha saído na prova de sentença, eu falava “eu concluí, mas não gostei da minha prova”. Ao sair da prova, conversando com amigos, vi que tinha esquecido de arbitrar honorários periciais para o engenheiro que havia feito a perícia (parece brincadeira)!! Pensei que, se até os honorários periciais eu havia esquecido, imagina o que ficou sem apreciar rsrs. Felizmente, consegui ser aprovado na discursiva e, para minha surpresa, também fui aprovado na prova de sentença. Aí veio o desespero de estar na prova oral. A ficha não caía. Antes de me organizar para o estudo dessa fase, fui providenciar minhas certidões de prática jurídica. Comprovei a prática com a atividade de advogado e recomendo aos que assim também farão que organizem os processos nos quais atuam para facilitar na hora de obter as certidões. Foram quase duas semanas para deixar tudo OK. Para a prova oral falei com o grande amigo @luquinhafc_88 para me auxiliar, pois ele já tinha sido aprovado no concurso em 2016. Ele me ajudou muito nessa fase, sobretudo com conselhos e dicas, exceto a de treinar em frente ao espelho (porque minha feição não ajuda kkkkkk). Eu, o Lucas e o @benonibneto dividíamos albergue durante as provas para economizar grana (histórias para um outro post ...rs). Foi então que o Lucas me apresentou o @kapacurso , que, junto com @alice_aleite, @gacavelt e @karla_almada, me auxiliaram muito nessa preparação. Além dos simulados extremamente produtivos que fizemos, todos eles foram me mostrando que a aprovação era possível e que eu era capaz de consegui-la. A equipe é tão especial que acabamos nos tornando amigos mesmo após a prova. Lucas também foi responsável por me apresentar o @ale.piovesan , outro amigo que ganhei com o concurso. Alexandre me acompanhou durante toda a jornada da prova oral e os simulados que fizemos foram imprescindíveis para eu obter a postura necessária e apurar o conhecimento para a prova. Também fiz simulados com @senhoritalavoro, Dr. Cleber e Dr. Fabiano, que me ajudaram bastante nessa caminhada! Nas 24 horas, contei com ao auxílio de um grupo de amigos que me ajudou muito na pesquisa de materiais e fornecimento de resumos. Sem eles eu não teria conseguido vencer meu ponto no prazo necessário. Muito obrigado a cada um de vocês, em especial à @guttagomes, que me acompanhou na véspera da prova. Ao entrar no auditório para fazer a prova, passa um filme na nossa cabeça. Todos os anos de dedicação e estudo são colocados naquela arguição. A gente gagueja, a boca seca, as mãos ficam frias, mas precisamos seguir em frente! Deu certo! Estar na sessão de divulgação do resultado da prova oral foi uma sensação indescritível, algo que guardarei para o resto da minha vida. Por tudo isso, agradeço a Deus, a todos os meus familiares, aos amigos e a todos os que, de alguma forma, estiveram envolvidos nessa caminhada!!”

 

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Opinião dos aprovados
TAMARA GUERREIRO
Aprovada para Juíza do Trabalho (concurso nacional)

"É com um orgulho que não cabe em mim que recebi o pedido do meu eterno Mestre Alexandre Piovesan para redigir um depoimento sobre a minha trajetória até a aprovação no concurso da Magistratura do Trabalho! E é com uma alegria imensa que em breves palavras conto-lhes a jornada mais sensacional que já vivi em toda a minha vida! 

Me formei em 2004, fiz a prova da OAB na área trabalhista (sempre AMEI o Direito do Trabalho) e logo após formada iniciei uma pós graduação em Processo Civil, matéria que também sempre teve um lugar especial em meu coração! Após o término da minha pós fui convidada para lecionar essa matéria na faculdade onde me formei (UniDF), experiência da qual muito me orgulho! Lecionar é um privilégio é algo que a mim muito encanta! 

Advoguei por um curto período e logo fui aprovada para técnico-administrativo no MPU! Fui nomeada e lotada na Procuradoria Geral da República na Seção de Licitação e Contratos! 

Em virtude dos caminhos que a vida nos reserva, tive de me mudar para São Paulo em 2008, sendo transferida para a Procuradoria Regional da República da 3 Região! Assim que cheguei em São Paulo, fiz o concurso do Tribunal Regional do Trabalho da 2a Região para o cargo de analista judiciário! Fui habilitada, mas somente fui nomeada aproximadamente 4 anos após a minha prova! Assim que tomei posse no TRT2 comecei a trabalhar com uma juíza substituta que após alguns meses me convidou para ser sua assistente, cargo que ainda exerço atualmente! Ela sempre me incentivava a estudar para o concurso da magistratura, mas eu me sentia incapaz de ser aprovada em um concurso desse porte, apesar de ter um sonho guardado em meu coração de um dia ser juíza! Um belo dia, senti algo muito forte em meu coração, como se ouvisse alguém me dizendo que havia chegado a hora de me preparar para o concurso da magistratura! 

Iniciei meus estudos em janeiro de 2016! Não fiz nenhum cursinho, preferi ler a melhor doutrina das 6 principais matérias do concurso por indicação da minha chefe! Esse estudo de base levou aproximadamente 8 meses! Nesse período não estudava as outras matérias e nem tinha foco específico em nenhuma fase do concurso! Após esse período, por indicação de uma grande amiga, comecei a estudar especificamente para a segunda fase com o Alexandre Piovesan. Fazia uma questão por semana e recebia as correções na semana seguinte ao envio, tudo por e-mail! As correções eram fantásticas, pois eram bem individualizadas e ele tinha um respeito enorme pelos seus alunos e um feeling perspicaz para descobrir nosso ponto fraco e nele trabalhar de forma tão sútil que nem mesmo eu sei explicar como em tão pouco tempo aprendi tanto!

No mesmo mês que iniciei o curso com o Alexandre, contratei uma pessoa que elaborava meu cronograma de estudos e ela introduziu as outras matérias do concurso e a partir de então comecei a fazer questões de primeira fase e a treinar a segunda fase com o Alexandre! 

Não me preocupava com a fase de sentença, afinal de contas, a sabichona aqui sabia fazer sentença, as fazia diariamente em razão do cargo que exercia no TRT2! 

Em fevereiro de 2017 passei por um dos momentos mais difíceis da minha vida, me separei após 10 anos de casada e com dois filhos ainda pequenos! Nesse período o estudo foi minha terapia! Ao invés de me vitimizar, pois eu tinha TODOS os motivos do mundo para parar de estudar, preferi usar todos eles como razões para seguir! Fiz das minhas dificuldades as minhas molas propulsoras para atingir meus objetivos! Contei muito com o auxílio dos meus pais desde então! Eles foram o meu tudo nesse caminho! Me ajudaram a ser forte em momentos que eu achava não ter mais forças para seguir! Tomaram conta dos meus filhos, da minha casa, da minha vida! Lutaram comigo em todas as fases e vencemos juntos a batalha que passou a ser nossa! 

Saiu o edital para o MPT e minha meta era ir bem na primeira fase! Fiquei por apenas uma questão! 

Na sequência saiu o edital para a Magistratura e minha meta era passar na primeira fase! Passei! Meu Deus e agora?! Entrei em contato com o Alexandre e começamos uma preparação específica para a segunda e terceira fase! Minha primeira sentença a mão eu quase morri! Não sabia fazer sentença! Como assim?! É meus amigos, faça uma sentença no computador e outra a mão e verás que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa! Terror e pânico! Mas eu não sou de fugir de uma boa briga! Juntos, eu e o Alexandre, montamos um cronograma de questões e de sentenças a serem feitas na preparação e eu me desdobrei, criei calos nos dedos, me dediquei como um atleta em véspera de olimpíadas e alcancei a aprovação na segunda e na terceira fase! O Alexandre foi fundamental nessa preparação, além de aparar minhas arestas ele me incentivava com suas palavras sempre apropriadas para o momento certo! 

Estava na oral! Meu Deus do céu, eu era uma verdadeira fraude! Alguém agora, eu tinha certeza, descobriria que eu não estava pronta para ser juíza! O Alexandre, mais uma vez foi meu treinador para a prova oral! Fizemos inúmeros simulados, ele literalmente me massacrava, fazia perguntas tão complexas que parecia que ele estava me perguntando o direito de Marte! Amigos, treino duro, jogo fácil! Jamais fugi da raia! Saía destruída dos simulados, mas com ainda mais garra para estudar na tentativa de sair menos destruída no próximo! 

Chegou o grande dia! Minhas 24 horas foram perfeitas! Contei com o auxílio de 3 anjos! Todos eles foram fundamentais! Estudei 15 horas seguidas, dormi 2h30 e estudei mais 2 horas! Me arrumei e fui para o TST! Vivi a uma hora mais fantástica da minha vida! Eu estava tão feliz, tão grata a Deus que nem senti a uma hora de prova passar! Estar na frente daquelas pessoas só me fez me senti orgulhosa de mim mesma e de minha trajetória! Eu já era uma vencedora! Passar por uma separação, com dois filhos na véspera do concurso e ainda assim chegar na prova oral foi algo que somente consegui com a ajuda de Deus, dos meus pais, da minha família e dos meus professores, especialmente o Alexandre! 

Fui aprovada na prova oral e tive minha melhor nota em Processo Civil! Quem fez a prova sabe o que isso significa: passar pela aprovação de um dos examinadores mais rígidos da prova! 

O dia do resultado final foi um dos mais felizes da minha vida! Aprovada para Magistratura do Trabalho, sonho que para mim era impossível, mas que com pequenos passos realizados diariamente em 2 anos e 8 meses se tornou realidade! 

Devo muito dessa conquista ao meu mestre e hoje, com muito orgulho, meu amigo, Alexandre Piovesan! A você, meu amigo, o meu eterno respeito e admiração! Você faz parte dessa conquista! 

A Deus, a minha fé e confiança!

Aos meus pais, meu eterno amor e gratidão!

Aos meus filhos, meu amor infinito e minha sempre dedicação!

Aos meus professores, meus sinceros respeito e admiração! 

Aos meus amigos, minha alegria e agradecimento por ter vocês em minha vida! 

Sigam firme! O futuro os espera! "

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Opinião dos aprovados
JULIANA BALDINI
Juíza do Trabalho - TRT/2

Conheci o trabalho do Alexandre, em maio de 2015, por meio de uma amiga que hoje também é Juíza do Trabalho. Desde o início de 2015 já havia iniciado o estudo para a segunda fase e sentença, mas sentia que não estava evoluindo. Tinha bastante dificuldade na segunda fase, mas a sentença parecia algo insuperável.

Como já havia comprado um outro curso intensivo para o TRT2 e estava sem tempo e recursos financeiros, contratei com o Alexandre a correção de duas sentenças por mês, além do direcionamento de temas para estudo. Gostei tanto das correções do Alexandre que logo que terminei o outro curso, passei a fazer com ele, semanalmente, as correções de sentença e de questões dissertativas.

No início não conseguia simular as reais condições de prova, o tempo era meio maior obstáculo. Relatava isso ao Alexandre e ele sempre reforçava que somente simulando as reais condições de prova seria possível superar a segunda fase e a sentença. Embora já tivesse consciência disso, foi somente quando não consegui terminar a sentença do concurso do TRT23 que resolvi mudar minha forma de treinar as sentenças e questões dissertativas.

No começo foi muito difícil, mas com o tempo e com os comentários individualizados e criteriosos feitos pelo Alexandre aos poucos comecei a evoluir no estudo da segunda fase e sentença. Alexandre corrigia cada parágrafo dos simulados que fazia e isso foi imprescindível para meu aprendizado, além de me fazer ganhar confiança.

Gostei tanto do trabalho do Alexandre que indiquei para vários amigos, que inclusive foram aprovados no Concurso Nacional.

Fui aprovada, em dezembro de 2016, no TRT4 e tomei posse, em janeiro de 2017, no TRT2 em razão de concurso de aproveitamento. Durante o processo de estudos fiz outros cursos além das correções com o Alexandre, todos tiveram sua importância e trouxeram algum aprendizado, mas foi com o Alexandre que perdi o medo da segunda fase e da sentença e formei minha base para essas provas.

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